Olá a todos(as),
Antes de iniciar a reflexão importa definir a fronteira que delimita o nosso objecto de estudo e quantificar as suas características principais. Assim importa realçar o papel que os tratados internacionais desempenham neste capitulo. Assim as actuais fronteiras internacionalmente reconhecidas do Mar da Lusitânia estão consagradas na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar e encontram-se actualmente em apreciação um pedido nacional junto da ONU para a sua reformulação e alargamento (cerca de 75% de aumento em área).
Antes de iniciar a reflexão importa definir a fronteira que delimita o nosso objecto de estudo e quantificar as suas características principais. Assim importa realçar o papel que os tratados internacionais desempenham neste capitulo. Assim as actuais fronteiras internacionalmente reconhecidas do Mar da Lusitânia estão consagradas na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar e encontram-se actualmente em apreciação um pedido nacional junto da ONU para a sua reformulação e alargamento (cerca de 75% de aumento em área).
As suas principais características são a extensão em área da sua superfície livre:
- Portugal Continental 327 667 km**2
- Açores 953 633 km**2
- Madeira 446 108 km**2
- Portugal Total: 1 727 408 km**2
E em volume de água salgada (considerando que a Profundidade Média do Atlântico é de 3 926 m):
- Portugal Continental 1 286 420 km**3
- Açores 3 743 963 km**3
- Madeira 1 751 420 km**3
- Portugal Total: 6 781 804 km**3
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| ZEE Portuguesa actual e proposta de futuro alargamento. |
Como termo de comparação podemos utilizar os dados da Barragem do Alqueva (o nosso maior reservatório de água doce)
- Área da superfície livre da albufeira de Alqueva (fonte EDIA): 250 km**2
- Volume máximo de agua doce de Alqueva: 4,15 Km**3
Ou seja, o Alqueva representa apenas 0,015% em área e 0,00006 % em volume da nossa ZEE. Dito de outra forma, o volume de água disponível na ZEE para a exploração económica de um único Português (e somos mais de 10 milhões de residentes) daria para a empresa das Águas do Luso produzir ininterruptamente durante mais de 5 750 anos os seus actuais 110 mil garrafões diários.
Através destas simples comparações fica bem visível a gigantesca dimensão do Mar que temos para explorar e do pouco, ou nada, que fazemos na actualidade. Se a exploração da fronteira entre o meio liquido e o gasoso foi no passado uma tarefa que assumimos e concretizamos com inegável sucesso, hoje os nossos desafios serão os de explorar a fronteira entre o meio liquido e o meio sólido (o fundo do mar) e de melhor conhecer as potencialidades ("riquezas materiais") do seu meio liquido.
O que é que já conhecemos do nosso meio liquido? E dos nossos fundos do mar? Quantas planícies e montanhas submarinas temos? Que seres vivos habitam essas paragens? Que riquezas minerais se escondem nas suas profundezas?
Essas serão mais algumas das questões que proporei a debate nesta “expedição ideográfica” ao Mar da Lusitânia.
Alexandre Guedes da Silva
Engenheiro Naval


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